Roberto Gill Camargo, professor, iluminado e encenador. Roberto, realiza pesquisa em iluminação cênica, com base em estudos de filosofia, estética, semiótica, análise de discurso e teoria geral de sistemas.
Nascido em Itapetininga, interior de São Paulo, mudou-se para Sorocaba onde fez desde os estudos primários até o curso superior. Interessado em conhecer a linguagem como sistema complexo de comunicação e produção de signos, realizou mestrado em Linguística na Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Mais tarde, desejando investigar o estudo dos signos e suas relações com as artes cênicas, matriculou-se na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo onde concluiu doutorado em Comunicação e Semiótica.
As experiências de Roberto Gill Camargo com iluminação cênica tiveram início na década de 1980, em teatro e dança, primeiramente com base em estudos de semiologia e aos poucos foi se ampliando para outras áreas conexas. Parte de seus estudos sobre funções da iluminação provém da abordagem de Roman Jakobson sobre funções da linguagem e de uma bibliografia sobre iluminação que inclui desde Stanley McCandless e Jean Rosenthal até autores mais recentes.
Como autor e diretor teatral, inciou seus trabalhos no final da década de 1960, em companhia de alguns nomes que mais tarde se tornariam famosos na televisão, como Paulo Betti, Eliane Giardini e Neusa Maria Faro.
Livros Publicados
Função Estética da Luz
Conceito de Iluminação Cênica
Palco e Plateia: um estudo sobre proxêmica teatral
A Sonoplastia no Teatro
Som e Cena
Artigos Publicados
“Luz e cena: impactos e trocas”. Revista Sala Preta / ECA-USP- vol 15, nº 2, 2015.
“Coevolutionary Lighting”. Laboratório de Iluminação da Unicamp.
“Light and Body: a Coevolutionary Process”. Laboratório de Iluminação da Unicamp.
“Livros técnicos sobre iluminação cênica”. Laboratório de Iluminação da Unicamp.
“Luz cega, porque não sabe ver”. Laboratório de Iluminação da Unicamp.
“Luz e corpo: processos coevolutivos”. Laboratório de Iluminação da Unicamp.
Céu de helicópteros é inspirado no universo bélico da década de 1970 e em referências de filmes icônicos sobre a guerra do Vietnã, como Apocalypse now (1979), de Francis Ford Coppola; e Platoon (1986), de Oliver Stone, Céu de helicópteros questiona o significado da guerra a partir do comportamento de jovens que se entregam à luta contra um inimigo que não conhecem. Longe de saberem qual é a razão do conflito, agem como inocentes manipulados por interesses políticos e econômicos das grandes potências.
O grupo Katharsis transforma o palco do teatro em trincheira de uma guerra com momentos de lirismo, humor e emoção, em uma peça que tem como pano de fundo a reflexão sobre os reais interesses e motivos dos conflitos e confrontos de etnias. A peça também reflete sobre a estreita relação entre a tecnologia e a guerra. “Esse espetáculo é um primeiro start de um percurso temático sobre guerra e tecnologia, com suas consequências: fundamentalismo, organizações terroristas e a questão dos refugiados. No centro de tudo, porém, está o ser humano, submetido a interesses políticos e econômicos”.
FICHA TÉCNICA:
Espetáculo | Céu de Helicópteros
Direção e iluminação | Roberto Gill Camargo
Sonoplastia | Priscila Leite
Aquecimento e pré-ensaio | Felipe Alduíno
Elenco | Fabiana Souza, Jonas Martins, Felipe Alduino, Clara Luz, Isadora Araújo, Anderson Nascimento, Gustavo Lopes, Felipe Botelho, Raffaela Cutschera, Jéssica Pacola e Erick Siqueira