Natalie Revorêdo é Artista Latinoamericana, Recifense, Formada em Massoterapia, é Reikiana, Formada em Licenciatura em Dança-UFPE, Iluminadora Cênica e performer, atua na área artística de maneira integrativa e curiosa.
Natalie entende o corpo como a manifestação plural do existir.
Integrante do Farol Ateliê da Luz, do Coletivo Nativa e da Coletiva Rua das Vadias, tece as diferentes trajetórias como elo de comunicação e potência, proporcionando-a um estudo investigativo mais aprofundado para sua pesquisa, Moveres do CorpoLuz, seu protagonismo e poder de atuação no organismo criativo, sentindo o respirar poético-sensível da Iluminação como semente expansiva de criação e a Dramaturgia da Luz.
Ministra Oficinas de Iluminação, onde dilata a importância da representatividade do Corpo Mulher na área técnica artística, facilitando Círculos de Mulheres, como: “Iluminação Cênica para Mulheres – Empoderamento dos termos técnicos na prática artística”, “CorpoLuz semente de Criação” e “Mulheres na Jornada da Luz”, campo destinado ao labirinto fértil do ser mulher em busca de si.
Sua pesquisa abraça os campos da dança, performance, iluminação, dança intuitiva e o corpo como potência de criação.
As histórias e memórias do imaginário afro-brasileiro atuam direta e indiretamente na construção de imagens na formação do corpo negro que dança, dialógica com o reconhecimento de identidade enquanto indivíduo e enquanto grupo, entendido na relação das limitações (gerenciadas pelo poder hegemônico) com as tentativas de construção e reconhecimento do fazer artístico do artista negro no âmbito cultural brasileiro. Entendendo que o corpo e suas escolhas é marcado não só pela memória quanto por sua trajetória, é possível buscar na história do Brasil os locais que esses corpos foram destinados a ocupar, e consequentemente compreender que os mesmos foram e são lugares que fundamentaram e fundamentam alguns caminhos e escolhas, apontando para uma forma de percepção e de afecção particular, na arte, na dança.
Nas décadas de 1970 e 1980 eclode em Recife movimentos precursores no promover de práticas de ações afirmativas através da arte e cultura negra, principalmente em comunidades da periferia, instigados pela força do Movimento Negro Unificado no Brasil e em Pernambuco, seja através de grupos de capoeira, de dança, de música, da literatura ou das artes visuais. Esses, deram cria a uma nova geração de artistas muito ativos na construção de uma nova realidade partindo de referenciais afro-diaspóricos, dentre eles o Mestre Meia-noite. O mestre Meia-noite é um dos responsáveis por criar e manter o Centro de educação e cultura Daruê Malungo, no bairro de Chão de Estrelas, na área norte do Recife. Uma casa que acolhe crianças e jovens para transmitir a eles a música, a dança, a cultura brasileira, principalmente a fincada nas raízes negras.
É sobre a relação de Orun Santana com a figura do mestre Meia-noite e sobre as relações entre esses corpos que o solo vem compartilhar com o publico suas questões e problemáticas de construção identitária. Orun mergulha em seus processos formativos artísticos educacionais, abrindo questões sobre corpo e a memória, enquanto artista, educador, negro, periférico e em constante relação com as de seu pai.
FICHA TÉCNICA
Intérprete, criador e diretor: Orun Santana
Consultoria artística: Gabriela Santana
Assistente de direção: Júnior Pereira Lima
Trilha Sonora: Vitor Maia
Iluminação: Natalie Revorêdo
Cenografia: Victor Lima