Este programa especial será um espaço para dialogarmos sobre o mercado de trabalho existente para o/a profissional da iluminação em várias regiões brasileiras. Queremos conhecer sobre as diversas realidades existentes no país. Para isso, chamaremos alguns convidados e convidadas da cidade de São Paulo para compor essa “mesa” de diálogos.
Mediador
Chico Turbiani
É diretor teatral, lighting designer e professor de iluminação cênica. Possui mestrado em artes pelo PPGAC da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, com a pesquisa A luz em processo: um mergulho na criação de Guilherme Bonfanti na Trilogia Bíblica do Teatro da Vertigem e bacharelado em artes cênicas com habilitação em direção teatral pela mesma instituição. Desenvolveu, durante a graduação, a pesquisa de iniciação tecnológica “Uso de equipamentos luminosos não teatrais na iluminação cênica contemporânea em São Paulo”. Desde 2013, atua como formador de iluminação da SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco. Como iluminador, criou o desenho de luz dos espetáculos Abnegação I e Abnegação II, da companhia teatral Tablado de Arruar. Assinou também a iluminação dos espetáculos Solilóquios; Orfeu Mestiço – Uma HipHópera Musical do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos; A Última Historia; Salém entre outros. Além do campo teatral, atua com iluminação para dança, ópera, música e eventos corporativos.
Convidados e convidadas
Guilherme Bonfanti
É Light Designer paulista e atua também como Diretor, desde a década de 70. Desenvolveu dezenas de projetos de iluminação e direção para produções de todo o país. Destacam-se em seu curriculum entre direção e iluminação óperas, espetáculos de dança, exposições, arquitetura, shows. É um dos fundadores do Teatro da Vertigem junto com Antonio Araujo. Trabalhou com diversos profissionais entre eles: Gabriel Villela, Miguel Fallabela, Jean Claude Bernardet, Paulo Miklos, Titas, Zeca Baleiro, Criolo, O Terno, Helio Eichbauer, Gringo Cardia, Paulo Mendes da Rocha, Isay Weinfeld . Trabalhou na XXIII , XXIV e XXV e XXVII Bienal Internacional de São Paulo, responsável por toda a luminotécnica das exposições, III e V Bienal Internacional de Arquitetura, Mostra do Redescobrimento – Brasil 500 anos Artes Visuais (módulo Sec. XX Arte Moderna e Arte Contemporânea, Arte Afro Brasileira, Imagens do Inconsciente, Séc. XIX bem como a coordenação de todos os projetos luminotécnicos do evento).
Lígia Chain
Formada em Audiovisual, é iluminadora cênica desde 2002. Assina projetos de luz em teatro, dança e show, sendo uma das áreas em que mais atua como Lighting Designer e programadora, destacando-se nas luzes da banda BaianaSystem, Maria Gadú, Mariana Aydar, entre muitos outros. Tem propriedade em trabalhar com a técnica de improvisação utilizando a luz. Foi a primeira mulher a participar e estar entre os finalistas do Concurso em 3D do Software e Console Grand MA2 América Latina. Ministra oficinas de iluminação cênica e possui uma indicação de melhor iluminação no Prêmio FEMSA com “O Príncipe da Dinamarca”, Adaptação de Hamelt da Cia Vagalum Tum Tum que trabalha desde 2004. É mãe, autodidata, poeta e designer de luminárias.
Miló Martins
Artista formada em artes cênicas pela ECA -USP em 1996, com especialização em Iluminação cênica (iniciação cientifica CNPQ). Atua no ramo de Iluminação desde 1994, inicialmente como assistente de Guilherme Bonfanti, Marisa Bentivegna, Wagner Freire, Wagner Pinto entre outros.
Com a própria carreira participou de grandes projetos, tanto em teatro como em shows e dança. Alguns destaques: Alceu Valença, Chico Cesar, Paulo Miklos, Nana Vasconcelos entre muitos shows. Entre diretores teatrais, trabalhou com: Gabriel Vilella, Francisco Medeiros, Elias Andreato, Hugo Possolo, Malú Balzan e William Pereira. Ganhador do prêmio Shell de iluminação pela peça “Um Berço de Pedra”. No ramo de eventos corporativos realizou a direção de grandes eventos, nacionais e internacionais tais como, Forum Internacionais do Lide desde 2004, Iosco Jamaica, Conarh desde 2014, Ambima, Prêmio Claudia, Copa do Mundo, lançamento Fiat Punto América Latina etc.
André Boll
Estudou interpretação teatral na Universidade Federal Do Rio Grande do Sul (UFGRS) e, na iluminação encontrou sua vocação técnico-criativa. Assina projetos de luz para teatro, música, dança e exposições, desde 1990. Após integrar a equipe do Balé da Cidade de São Paulo por 4 anos expandiu sua atuação para direção técnica de festivais e produções internacionais, esta experiência aprofunda sua percepção dos elementos estéticos da cena e sua inter-relação. A opção por equipamentos não usuais, ou utilização de equipamentos de forma não convencional tem sido a marca de sua trajetória e pesquisa. Em 2006 foi Contemplado com Prêmio APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) – o melhor das artes, na categoria iluminação.