Iluminadora, diretora teatral e atriz, formada pelo Curso Superior de Artes Cênicas – PUC/PR e Centro Cultural Teatro Guaíra em 1993. Como iluminadora, trabalha há quase 30 anos com importantes diretores e grupos de teatro como Marcio Abreu (companhia brasileira de teatro), Grace Passô, Grupo Galpão (BH), Teatro de Breque e A Armadilha cia de Teatro (Curitiba). Trabalha com companhias de dança e performance (Michelle Moura, Maikon K.); o Primeiro ATO de Suely Machado de Belo Horizonte; companhia KeyZetta de São Paulo; o G2 do Teatro Guaíra. Assina diversos trabalhos em música, como óperas, shows de MPB e concertos, como a Companhia Ilimitada (Curitiba) de Marcio Juliano. Recebeu diversas indicações a prêmios e em 2015 recebeu o Prêmio APTR e o Prêmio Questão de Crítica de melhor iluminação pelo espetáculo KRUM. Em 2012 recebeu o Prêmio Shell RJ de melhor iluminação pelo espetáculo Esta Criança. Recebeu o Prêmio Governador do Estado PR – Troféu Gralha Azul de melhor iluminação em 2000, 1999 e 1998 e o Prêmio Café do Teatro Curitiba PR- Troféu Poty Lazarotto em 2001 e 1999. Em 2015, participou da equipe da representação brasileira para a Seção dos Países e Regiões da Quadrienal de Praga (Espaço e Design da Performance) com trabalhos sobre as peças Nômades e Esta Criança. Como diretora realizou: Bem-vindos à espécie humana (2019), Mesmas coisas (2017), A cidade sem mar (2016), textos de Manoel Carlos Karam e A Viagem (2009), ambas em co-direção com Giovana Soar; Mar Paraguayo (2015) de Wilson Bueno; Bolacha Maria (2008), textos de Manoel Carlos Karam; Os Leões (2006), de Pablo Miguel de la Vega y Mendoza. Dirigiu e adaptou textos para leituras dramáticas: Sabor Brasilis Cena HQ (2014), Mar Paraguayo (2008) de Wilson Bueno, Encrenca (2007) e outros textos de Manoel Carlos Karam. Como atriz participou recentemente dos trabalhos da companhia brasileira de teatro em: PRETO (2017), PROJETO bRASIL (2015), Nus ferozes e antropófagos (2014), Isso te interessa? (2011), Vida (2010), Distraits Nous Vaincrons (2010), Descartes Com Lentes (2009), Polifonias, (2006), Suíte 1 (2004). E ainda tem em seu histórico: A Volta ao Lar (2001), de Harold Pinter; direção de Sílvia Monteiro; Trecentina 500 (1999), texto de Mário Schoemberger e Enéas Lour, direção de João Luiz Fiani; A menina que pisou no pão (1999), texto e direção de Eugenio Gielow; O Dedo Volúvel do Destino (1995), texto e direção de Cleide Piasecki; O Vampiro e a Polaquinha (1995), de Dalton Trevisan, direção de Ademar Guerra.
Em 2010 participou do Projeto Ciclo de Obras Completas da Fundação Cultural de Curitiba, lendo a obra do escritor Manoel Carlos Karam. Em 2012 no mesmo projeto leu a obra de Helena Kolody. Desde 2014 em parceria com a companhia brasileira de teatro desenvolve projeto de leitura de autores brasileiros. Integra a companhia brasileira de teatro desde 2002 em parceria com Marcio Abreu, Giovana Soar, Cassia Damasceno e José Maria, tendo participado todas as suas produções.
Trilogia da companhia brasileira de teatro: PROJETO bRASIL (2015), PRETO (2017) e SEM PALAVRAS (2021).
PROJETO bRASIL é uma criação dramatúrgica a partir do país e não sobre ele, fruto de um mergulho nas águas brasileiras, muitas vezes turvas e revoltas. A peça cria um diálogo com o real através de uma sequência de discursos – verbais e não verbais – que trazem o espectador para uma reflexão sobre o presente do país, em seu aspecto político e humano, e sobre a multiplicidade de países dentro de um mesmo.
PRETO
“A peça se articula a partir da fala pública de uma mulher negra, uma espécie de conferência que se desdobra em imagens, mediações da palavra, ressignificações dos corpos, ativação da escuta e reverberação de sentidos numa sequência de tentativas de diálogo. Texto de Grace Passô, Marcio Abreu e Nadja Naira, construído durante processo de pesquisa com os atores Cassia Damasceno, Rodrigo Bolzan, Felipe Soares e Renata Sorrah”.
SEM PALAVRAS
O espetáculo “Sem Palavras” flagra os deslocamentos e travessias que ocorrem durante um dia ao redor de um apartamento. Oito pessoas de diferentes corpos, imagens sociais, referências, histórias de vida e mundos imaginados passam por ali e são a base para reflexões sobre a palavra e também sua ausência, já que o espetáculo aposta em visualidades que comunicam ao público sem uso da linguagem textual.
Companhia Brasileira de Teatro
www.companhiabrasileira.art.br/
@ciabrasileira