Edner Pimentel, mais conhecido como Careca, começou como assistente de cenotécnica do Teatro Deodoro em 1984. O aprendizado veio da prática e do convívio com o cenotécnico titular Ronaldo Vieira (ainda em exercício), o eletricista Pedro Eufrázio e o saudoso maquinista José Cabral. A partir daí, ele foi se especializando em iluminação cênica. Sete anos depois, passou a atuar definitivamente como iluminador na equipe técnica do palco oficial do estado.
Ao longo da carreira, Careca já participou de milhares de espetáculos. Entre os momentos marcantes, ele destaca encontros com equipes de grandes nomes do cenário nacional como, nas artes cênicas Fernanda Montenegro, Eva Wilma, Paulo José, Antônio Fagundes, Paulo Autran, Clarice Neskier, Armazém Cia de Teatro; na dança Denise Stoklos, Débora Colcker, Cisne Negro, Ballet Guaíra; no humor Dercy Gonçalves, Chico Anísio, Juca Chaves, Tom Cavalcante; na música Geraldo Azevedo, Xangai, Arnaldo Antunes, Vanessa da Matta, Chico César, entre muitos outros.
Careca é uma referência quando o assunto é iluminação cênica em Alagoas e tem sido o nome mais procurado no cenário local para elaboração de planos de iluminação. Destacamos como exemplos mais recentes os shows de Wilma Miranda, Mar de Vazão, em seus 50 anos de Carreira; Programa Jazz Panorama ao Vivo, do Clube do Jazz de Maceió, com recente participação do Duofel; Orquestra Filarmônica de Alagoas; Tributo a Janis Joplin, de Myrna Araújo; criou, produziu e executou o plano de luz do espetáculo Finados e Desafinados. Em 2019, Careca esteve na equipe técnica de espetáculos da 20ª edição do Teatro Deodoro é o Maior Barato, como o show Nú, de Júnior Almeida; 50 anos de música, Concerto de Choro, de Zailton Sarmento; e o espetáculo de dança Apelo, do Grupo de Dança Noemi Loureiro. No 15º Quinta no Arena, ele iluminou o show Guitarra Alagoana, de Bruno Palagani e Pedro Salvador; Yoga Sounds, de Gama Júnior e Docho Manta; o show homônimo de Lucy Muritiba; e Vem, 23 anos de Carla Araújo, entre outros.
Careca também tem experiência com iluminação de audiovisuais. Criou, montou e executou a luz de videoclipes de produções locais e nacionais como Print, do paulista Edgar (2019); O Amor Que Eu Sonhei, de Thiago PAD (2019); Lar, de Wado (2015); e Rumos e Rumores, de Vitor Pirralho e Ney Matogrosso (2019). Na televisão, Careca executou a luz do programa Arte Cultura. No cinema, Careca participou da concepção de luz, como gaff, com a Panan Filmes, de curtas como Alano (2019), Farpa (2016), Ontem à Noite (2015), entre muitos outros. Mais recente, em 2020, ele foi responsável pela iluminação nos projetos audiovisuais da Diteal, como a edição especial do Teatro Deodoro é o Maior Barato, 110 anos do Teatro Deodoro e, em 2021, a comemoração do Dia Alagoano do Teatro.
Release:
O espetáculo teatral “GRACILIANO UM BRASILEIRO ALAGOANO” foi criado em 2003 por ocasião das comemorações dos 110 anos de nascimento do escritor, integrou no mesmo ano o projeto “Alagoas de Corpo e Alma” do governo de Alagoas, que percorreu o país divulgando as potencialidades do estado nos mais variados aspectos artísticos e Culturais.
O grupo formado pelos atores alagoanos Chico de Assis e Paulo Poeta decidiu remontar do espetáculo GRACILIANO UM BRASILEIRO ALAGOANO a partir das cartas enviadas por Graciliano à Heloisa Ramos, sua segunda esposa, surgindo assim o espetáculo “GRACILIANO UM BRASILEIRO ALAGOANO – Memoria de Heloisa”.
O novo texto propõe um diálogo permanente entre as cartas, trechos de romances e momentos da vida do escritor. Buscando dar uma leitura de estética mais contemporânea ao espetáculo, o grupo convida um encenador Marco Antonio de Campos da Invisível Cia de Teatro de Alagoas, e, juntos propõe que o espetáculo traga a cena projeções de trechos dos premiados filmes dos cineastas Nelson Pereira dos Santos (Vidas Secas de 1963 e Memórias do Cárcere de 1983), e Leon Hirszman (São Bernardo de 1980) baseados na obra de Graciliano.
Neste contexto surgiu o espetáculo teatral multimídia passou a fazer parte das montagens da Invisível Cia de Teatro, GRACILIANO UM BRASILEIRO ALAGOANO – Memórias de Heloisa é sobre a obra do escritor nordestino, sertanejo de Quebrangulo/Alagoas nascido em 27 de outubro de 1892 e morto em 20 de março de 1953.
No entanto, a maior homenagem que essa nova montagem procura fazer é a memória de Heloisa Ramos, mulher de Graciliano.Dona Heloisa esteve com Graciliano em todos os momentos. Foi um pilar importante para que o escritor realizasse sua obra.
Ficha técnica:
Adaptação: Paulo Poeta
Encenação: Marco Antonio de Campos
Atores : Chico de Assis, Paulo Poeta, Arilene de Castro
Direção de Arte, Figurinos e Cenário: Beto Leão
Trilha Sonora: Paulo Poeta
Iluminação: Edner Careca
Vídeos: Yuri Magalhães
Operação de Áudios e Vídeo : Robério Wanderlei
Fotografia: João Erickson, Mário Vinícius (Marola), Michele Castro
Produção: Patacuri – Cultura, Formação e Comunicação AfroAmérindia