Beto Bruel e a criação da luz para “Avenida Dropsie”

BETO BRUEL

Natural da cidade da Lapa/PR, iniciou sua carreira de iluminador em 1971, no Colégio Estadual do Paraná em Curitiba. Em 1973, no Teatro de Bolso, passou a integrar o Grupo Margem de Teatro Experimental, dirigido por Manoel Carlos Karam. Seu primeiro trabalho profissional foi com o Grupo Momento, na peça “Marat Sade”, com direção de Oraci Gemba.
É membro da OISTAT (International Organisation of Scenographers Theatre Architectes and Technicians). Com quase 50 anos no teatro e mais de 500 trabalhos realizados e inúmeras premiações, é um dos mais importantes iluminadores do Brasil.

Release:
Avenida Dropsie, a graphic novel, é de 1995 (por aqui chegou só em 2004) e conta a ascensão, declínio e reconstrução de uma vizinhança do sul do Bronx, desde a chegada das primeiras famílias holandesas, que em 1870 se instalaram em pequenas fazendas, até a demolição dos prédios cem anos depois, que dão lugar a um condomínio residencial para a classe média. Nesse meio tempo, a chegada de levas de imigrantes europeus e de migrantes negros, o surgimento de cortiços, a decadência do bairro e o aumento da criminalidade.

Avenida Dropsie, a peça, apesar do nome, é baseada em toda obra madura de Eisner e apresenta também cenas de Contrato com Deus, Pequenos Milagres e outras HQs.

O cenário do espetáculo é um impressionante edifício construído por Daniela Thomas em cujas janelas, portas e calçada se desenrolam as várias histórias, melancólicas e engraçadas ao mesmo tempo.

O uso da tecnologia, aliás, é fundamental para dar vida aos dramas urbanos: é através de uma tela transparente, na frente do palco, que são projetados balões de pensamento, que fazem com que os atores se tornem praticamente personagens dos quadrinhos. Também parecem flutuar na tela os textos em que Will Eisner reflete sobre a vida nas grandes cidades, simultaneamente lidos na voz paternal de Gianfrancesco Guarnieri.

Como diz a Sra. Rowena, personagem que está na graphic novel, mas não na peça, “no final, prédios são apenas prédios. São as pessoas que fazem uma vizinhança”.

Ficha Técnica :

Autoria: Will Eisner
Tradução: Erica Migon
Roteiro: Erica Migon / Felipe Hirsch / Guilherme Weber
Direção: Felipe Hirsch
Direção (assistente): Murilo Hauser
Cenografia: Daniela Thomas
Cenografia (assistente): Patricia Rabbat
Cenotécnica: Lázaro Ferreira / Marcio Murilo Tesserolli / Marcio Zunhiga Dias
Adereço: Aloísio Salles de Souza / Inês Sakay / Sergio Richter
Operação de mídia: Daniele Régis
Figurino: Marichilene Artisevskis / Verônica Julian
Figurino (assistente): Foquinha / Pricila Sabine
Costureira: Aurea Lecir Galassine / Benedita Calistro / Ilda Pina do Amaral / Judite Gerônimo de Lima
Iluminação: Beto Bruel
Iluminação (assistente): Daniele Régis
Operação de luz: Alexandre Pestana / Daniele Régis / Enôr Fonseca / Sarah Salgado
Visagismo: Emi Nagano
Trilha sonora: Felipe Hirsch / L. A. Ferreira / Rodrigo Del Rei
Sonoplastia: Henrique Silva / Roberto Coelho
Operação de som: Guto Gevaerd
Preparação corporal / Nikolas Kimon Bellonis
Elenco / Personagem: Erica Migon / Guilherme Weber / Joelson Medeiros / Leonardo Medeiros / Magali Biff / Maureen Miranda / Paulo Alves / Roney Facchini /
Participação especial: Gianfrancesco Guarnieri
Direção de produção: Marcelo Contin / Neusa Andrade
Produção: Expressão e Arte Produção Cultural / Sutil Companhia de Teatro / Teatro Popular do Sesi (TPS)
Produção (assistente): Alexandre Gigante / Fernando Padilha / Monica Plancha / Renata Rendelucci Allucci
Fotografia (Premiação): Eduardo Serafim
Contrarregra: Luciano Santana / Menes Santos Machado / Ricardo Santana / Sérgio da Silva Machado
Camareira: Consuelo de Cássia / Nair Ribeiro / Sônia Fávero / Veni de Andrade

Convidados

Beto Bruel

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PR