Alexandre Colla e a criação do figurino para a peça “O Toró”

Alexandre Colla é artista plástico, cenógrafo e figurinista. Formado e Artes Plástica pela Escola Guignard/UEMG e especialista em Estilismo e Modelagem do Vestuário pela UFMG. Trabalhou em diversos espetáculos como cenógrafo, figurinista e aderecista desde 1978. Em 2001 foi carnavalesco da escola de samba Mocidade Alegre em São Paulo e em 2011 trabalhou com a mesma função na escola de samba Império Serrano no Rio de janeiro. Foi Professor na SKENÉ – Escola de Teatro do SESC, Faculdade CIMO e na CCP de Artes Cênicas de Contagem.

Colla já foi indicado e loureado com vários prêmios em sua carreiro, como COPASA-SINPARC de Artes Cênicas, USIMINAS-SINPARC de Artes Cênicas, SESC-SATED de Artes Cênicas, BOM SUCESSO DE ARTES CÊNICAS e FIT “Festival Internacional de Teatro de São José dos Campos”.

@alexandrecolla9244

Sobre a peça:
Com estreia em 2023, e em celebração de seus 30 anos, a premiada Trupe de Teatro e Pesquisa, em parceria com a Cia da Farsa e com o apoio da Escola de Design – UEMG, apresentam a comédia “O Toró”, uma tradução inédita e direta do original The Tempest (A Tempestade) uma comédia de William Shakespeare para as expressões e melodias do “mineirês”. A montagem do coletivo de artistas aproxima as entidades fantásticas da natureza, da cultura e do imaginário do sertão brasileiro, também povoado por lendas com seres mágicos.

A Trupe se dedicou, durante seis meses na tradução de The Tempest para o português falado em Minas Gerais. A equipe foi montada por professores, escritores, pesquisadores de teatro, e uma gama imensa de artistas, de várias áreas do conhecimento. Mesmo com a versão em mineirês, o texto de Shakespeare foi mantido quase na íntegra, apenas alguns excessos, repetições e personagens secundários sofreram adaptação. “Assim o texto chega mais fácil aos espectadores. Não acreditamos que Shakespeare fosse tão hermético como algumas traduções o fazem parecer” diz Yuri Simon, diretor da peça.

Além do acento mineiro, o texto também ganhou traços da paisagem e da cultura sertaneja. Nessa versão, a trama acontece às margens do grande rio São Francisco, numa terra perdida no sertão mineiro, o que torna o protagonista, Próspero, um homem de terras. Portanto, um Coronel ao invés de Duque.

Ficha Técnica:
Direção: Yuri Simon
Elenco: Alexandre Toledo – Coronel Próspero (expulso de suas terras), Sidnéia Simões – Miranda (filha de Próspero), Marcus Labatti – Antônio (usurpador – irmão de Próspero), Jader Corrêa – Coronel Alonso (grande proprietário de terras), Simone Caldas – Dona Sebastiana (irmã de Alonso), Eder Reis – Ferdinando (filho de Alonso), Alice Maria – Dona Gonçala (conselheira de Alonso), Edu Costa – Estéfano (barqueiro bêbado), Roberto Polido – Trínculo (barqueiro bobo), Elton Monteiro – Ariel (espírito do ar e das águas), Alex Zanonn – Calibam (filho órfão de uma feiticeira)
Direção Musical e arranjos: Fernando Chagas
Cenário: Yuri Simon
Figurinos: Estudantes de Figurino da Escola de Design – UEMG
Orientação de figurino, acabamentos e maquiagem: Alexandre Colla
Iluminação: Tainá Rosa
Preparação corporal: Iolene Di Stéfano
Preparação vocal: Alice Maria
Consultoria em percussão: Tininho Silva
Ilustrações: Leonardo Martinianno
Animações: Pedro Mattos
Design gráfico: Alex Zanonn
Fotografias e vídeos de cena: Igor Cerqueira
Produção: Alexandre Toledo e Yuri Simon

Convidados

Alexandre Colla

Alexandre Colla

Belo Horizonte/
MG