Luiz Paulo Nenen

Luiz Paulo Nenen

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“Luiz Paulo Peixoto (Santa Cecília, São Paulo, 1957). Iluminador. Criador de iluminações para inúmeros espetáculos nos anos 80, é, juntamente com Aurélio de Simoni e Maneco Quinderé, um dos responsáveis pela sedimentação e especialização do iluminador de teatro no Rio de Janeiro.

 

Faz sua formação como operador de luz e assistente de iluminação de Jorginho de Carvalho. Nessa fase, trabalha, entre outros, no espetáculo Lenços e Ventos, de Ilo Krugli. Inicia carreira em 1975 fazendo a iluminação de Pic-Nic no Front, de Fernando Arrabal, com direção de Paulo Reis. Em 1977, trabalha em Ralé, de Máximo Gorki (1868-1936), com direção de Marcos Fayad. A partir de 1978, assina a luz dos espetáculos dos grupos Companhia Tragicômica Jaz-o-Coração, Pessoal do Despertar e Pessoal do Cabaré.

 

Em 1980, estabelece uma parceria com Aurélio de Simoni, com quem cria e realiza a iluminação de uma série de espetáculos por ano até 1984, entre eles: Dzi Croquettes – TV Croquette Canal Dzi, 1980, criação coletiva do grupo; Poleiro dos Anjos, 1981, de Buza Ferraz; Serafim Ponte Grande, de Oswald de Andrade, Bar Doce Bar, roteiro de Álvaro Ramos, Pedro Cardoso, e Felipe Pinheiro, e As Lágrimas Amargas de Petra von Kant, 1982, de Fassbinder; A Família Titanic – A Família que Afunda Rindo, de Mauro Rasi, Folias do Coração, adaptação de Geraldo Carneiro, Quem Tem Medo de Itália Fausta, de Ricardo de Almeida e Miguel Magno, Viúva, porém Honesta, de Nelson Rodrigues, e A Terra dos Meninos Pelados, 1983, adaptação de Bia Lessa para a obra de Graciliano Ramos; Ensaio nº 1 – A Tragédia Brasileira, 1984, de Sérgio Sant’Anna, também de Bia Lessa. Aurélio de Simone faz questão de frisar que é ao lado de Luiz Paulo Nenen que aprende seu ofício de iluminador. “Ele foi o responsável por muito do que sou. As luzes mais lógicas do espetáculo tinham sua influência e as lúdicas tinham mais a minha cara”.1 Em 1982, a dupla de iluminadores recebe o Troféu Mambembe pelo conjunto de trabalhos.

 

Nenen acompanha a dupla Felipe Pinheiro e Pedro Cardoso em sua série de espetáculos nos anos 1980, que inaugura o teatro besteirol. Em 1986, faz a luz de Noturno e Quinteto, coreografia e direção de Regina Miranda, na Companhia de Atores Bailarinos do Rio de Janeiro, com a qual continua a trabalhar nos espetáculos seguintes, até 2002. Em 1989, assina a iluminação de A Estrela do Lar, de Mauro Rasi e, no ano seguinte, de A Bao A Qu (Um Lance de Dados), de Enrique Diaz (1967), com a Cia dos Atores. Cria e executa também a luz dos espetáculos do diretor Cláudio Torres Gonzaga.

 

Luiz Paulo Nenen tem também uma carreira de diretor de fotografia na televisão, trabalha na TV Globo por quinze anos.”

 

Hoje ele é sócio da empresa Elétrica Cênica

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