Elsa Revol cria luzes para teatro, ópera, circo, magia, campos tão diversos que enriquecem suas colaborações e encontros artísticos. No teatro, seus principais encontros foram com Ariane Mnouchkine, Galin Stoev e, recentemente, Wajdi Mouawad. Foi em 2007 que Elsa Revol se juntou ao Théâtre du Soleil para suas criações e turnês internacionais. Ela assinoiu as luzes de Os Náufragos de Fol Espoir, uma criação coletiva (2010) e Macbeth de Shakespeare, dirigida por Ariane Mnouchkine (2014). Por fim, acompanha a criação da iluminação de Une Chambre en Inde (2016). Com Galin Stoev, ela trabalhará pela primeira vez com a Comédie-Française em 2011, criando as luzes do Jeu de l’amour et du hasard de Marivaux. Com o mesmo diretor faz Tartuffe de Molière (2014). Em seguida ilumina Othello de Shakespeare para Léonie Simaga (2014) e Faust, dirigido por Valentine Losseau e Raphaël Navarro (2018) no Théâtre du Vieux-Colombier. Sua colaboração artística com Galin Stoev continua com outra peça de Marivaux, Le Triomphe de l’Amour (TGP 2013) e, em seguida, com a ópera Le Nozze di Figaro de Mozart (2015), Les Gens d’Oz de Yana Borissova, espetáculo para o qual ela também assina o vídeo (Théâtre National de la Colline, 2016) e Insoutenables Longues Etreintes de Yvan Viripaev criado no Théâtre de la Cité em Toulouse (2018). Elsa conhece Wajdi Mouawad durante a criação de Fauves (2019).
Desde 2009, Elsa Revol desenvolve uma pesquisa sobre a iluminação para espetáculos de Magie Nouvelle. Nesta linguagem, ela iluminou dois espetáculos de Etienne Saglio, Le Soir des Monstres (2009) e Les Limbes (2014), bem como Le Syndrome de Cassandre por Yann Frisch (2015) e, recentemente, Wade in the water para a companhia 14:20 (2016), bem como Der Freischutz, uma ópera encenada pela companhia 14h20 e dirigida por Laurence Equilbey. Essas várias colaborações e pesquisas são realizadas por meio de intervenções no CNAC (Centro Nacional de Artes do Circo) e na ENSATT (Escola Nacional de Artes e Técnicas do Espetáculo).
Ela faz frequentes consultorias para o Cirque du Soleil sobre iluminação de efeitos de magia usados em seus espetáculos. As relações entre o visível e o invisível, os limites do perceptível, a temporalidade luminosa, são tanto aspectos de trabalho para Elsa Revol em suas criações de luz quanto o são para o teatro, o circo, a ópera, a magia ou as performances.