Livia Camargo ou “Tiça Camargo”
Visagista e caracterizadora atuante há onze anos no mercado artístico (teatros, TV e cinema), especializada na produção de óperas, balés e grandes espetáculos.
Em 2011 iniciou nas Óperas com “O menino e os sortilégios” com direção da Livia Sabag no Theatro Municipal de São Paulo. De 2013 a 2015 assumiu as temporadas líricas do Theatro Municipal de São Paulo – onde a partir de 2016 passou a ser visagista residente. Em 2017 realizou intercâmbio para o Teatro Colón, Buenos Aires (Argentina).
Realizou mais de 50 produções de óperas entre elas, as mais recentes “Sonho de uma Noite de Verão” com direção de Jorge Takla, no Theatro São Pedro e “The Rakes Progress” com direção de Maria Thais e Julianna Santos no Theatro Municipal de São Paulo.
Atua há 9 anos com treinamento e preparo de jovens da periferia para inseri-los no departamento de visagismo e caracterização, bem como treinamento e preparo do elenco artístico através de oficinas e cursos de formação livre.
Desde 2019 realiza um projeto de workshop de visagismo, em parceria com a EMESP, para os alunos da Academia de Ópera do Theatro São Pedro. Em 2020 ministrou o curso “Maquiagem Artística para a Ópera”, realizado no XIX Festival de Ópera do Theatro da Paz.
No universo da dança realizou diversos títulos com o Balé da Cidade de São Paulo, sendo o espetáculo “Transe” de Clébio Oliveira o mais recente estreado e com a Cia Quasar de Dança e Cia K, com o espetáculo “Lenda das Cataratas”, que teve sua estreia mundial pelo Itaipu Binacional no Pavilhão Brasil na Dubai 2020 Expo, nos Emirados Árabes em 2022.
Atua também na criação, produção e fabricação de adereços, perucas e postiços.
Em paralelo, desenvolve o projeto: “Naturalização da Beleza”, há 6 anos em atividade, que atua como um tratamento terapêutico de beleza, considerando a beleza e seus aspectos num formato holístico e integrativo.
Release:
Com libreto de Felice Romani, a ópera não se baseia no famoso texto de Shakespeare, mas em uma fonte italiana da história, uma peça teatral de Luigi Scevola escrita em 1818. Estreada em 1830, no Teatro La Fenice, de Veneza, a obra é um dos maiores sucessos do compositor, e tem como particularidade o fato de os dois protagonistas serem interpretados por mulheres: Giulietta por uma soprano, e Romeo por uma mezzo-soprano. Vincenzo Bellini (1801- 1835), conhecido por suas belas linhas melódicas, é considerado um dos maiores expoentes do bel-canto, ao lado de Gioachino Rossini e Gaetano Donizetti.
A produção inédita do Theatro São Pedro tem direção cênica de Antonio Araujo, fundador do Teatro da Vertigem. O diretor parte de dois eixos principais. Um deles atualiza a luta entre os tradicionais clãs dos Capuletos e Montéquios e ganha nova roupagem, mostrando a rivalidade entre milícia e tráfico. O outro critica a visão patriarcal da sociedade e da própria ópera, com a presença de Giulietta cercada por figuras masculinas.
Além disso, a presença de um coro de atrizes, faz participações pontuais na montagem, também estabelece um distanciamento crítico em relação a essa predominância dos homens na narrativa.
Ficha técnica
Alessandro Sangiorgi, direção musical
Antonio Araujo, direção cênica
Guilherme Bonfanti, iluminação
Antonio Duran e Silvia Fernandes, dramaturgismo
André Cortez e Carol Bucek, cenografia
Cristian Duarte, coreografia
Tiça Camargo, visagismo
Elenco
Denise de Freitas, mezzo-soprano (Romeo)
Carla Cottini, soprano (Giulietta)
Aníbal Mancini, tenor (Teobaldo)
Douglas Hann, barítono (Lorenzo)
Anderson Barbosa, baixo (Capelio)
Participação da ORQUESTRA DO THEATRO SÃO PEDRO e do CORAL JOVEM DO ESTADO