Sou Patricia Marjorie, artista teatral multidisciplinar atuante nas áreas de dramaturgia, direção, design, performance e estratégia criativa. Originária do Brasil — onde os recursos materiais e o apoio cultural são limitados —, meu objetivo como artista é democratizar a criação artística e desconstruir o mito de que a arte é um conceito inatingível. O que me distingue é a minha criatividade brasileira profundamente enraizada, meu pragmatismo, minha visão e minha mentalidade voltada para a resolução de problemas; qualidades que me permitiram romper a “bolha” do teatro na cidade de Nova York e trabalhar em projetos extraordinários ao lado de diversos artistas brilhantes.
Como artista imigrante e mulher, proveniente de um país em desenvolvimento e historicamente colonizado, meu trabalho é impulsionado pelo desejo de conectar indivíduos e criar experiências artísticas que promovam a compreensão social e gerem oportunidades de aprendizado centradas na comunidade. Meu objetivo como artista é desenvolver uma prática teatral que transcenda a mera narrativa ilustrativa, utilizando o teatro como uma ferramenta sociopolítica para questionar sistemas invisíveis de opressão — especialmente aqueles que permanecem invisíveis para as comunidades historicamente excluídas dos palcos.
Vindo de um contexto onde os recursos são escassos, aprendi a adotar uma abordagem sustentável e engenhosa para a produção artística. Meu trabalho foca no conceito de como materiais reaproveitados, coletados e transformados com cuidado, imaginação e criatividade, podem se converter em valiosos elementos artísticos de conexão. Acredito que o processo de pesquisa e ressignificação de materiais cotidianos descartados evoca uma conexão humana intrínseca. Por meio desse processo, desafio a mim mesma e a todas as noções preconcebidas sobre o que é valioso; busco desconstruir crenças obsoletas e promovo um senso de união radical. Ao redefinir tanto os materiais quanto as vozes que foram considerados descartáveis, busco criar obras inclusivas, imaginativas e potentes, capazes de questionar as normas vigentes e inspirar novos diálogos culturais.
Os créditos teatrais de Patrícia incluem atuação em peças clássicas como Medo e Miséria no terceiro Reich de Brecht (NY 2025) ou Muito Barulho por Nada de Shakespeare (Brasília 2014), direção de adaptações modernas como “Hamlet-Máquina” de Heiner Muller (Brasil 2001) e novos trabalhos como “On how to Be a Monster” de Maria Luiza Muller com At Alia Theatre Company (NYU – Dez 2019); “What will Become of Kaaron” de Kaaron Briscoe (NYC – outubro de 2021) no The Tank NYC. Patricia também atuou recentemente em – “Mrs. Loman” é um spin-off de “A Morte do Caixeiro Viajante” dirigido por Meghan Finn (NYC).
Trabalhos Recentes de design: cenografia e figurino para; “Primordial” no The Tank (NYC) e “The Lydian Gale Parr” no Target Margin Theatre (NYC), ambos dirigidos por Meghan Finn; adereços para “Reconstructing” dirigido por Zhailon Levingston e Rachel Chavkin no BAM; “And then we were no More” by Tim Blake Nelson no LA MAMA; “Corruption” de J.T. Rogers e dirigido por Bartlett Sher no Lincoln Center Theatre NYC, Cenografia de “Re MEMORI” de Nambi E. Kelley (WP Theatre); adereços para: “Wolf Play” dirigido por Dustin Wills no MCC e Soho Rep; “YOU WILL GET SICK”, dirigido por Sam Pinkelton na Roundabout; “Flex” dirigido por Lileana Blain-Cruz no Lincoln Center Theatre.; “Ulysses” e “The Seagull” da Elevator Repair Service; “BLACK EXHIBITION” de Jeremy O. Harris dirigida por Machel Ross.