Patrícia Gondim, paraense, com formação em Artes visuais e Design de Interiores pela Universidade da Amazonia. Suas produções alcançam práticas na Iluminação Cênica e no Áudio visual em direção de Arte. Atua desde o ano 1999, no teatro com envolvimento com diversos grupos; são peças teatrais e projetos contemplados por editais de incentivo: Funart, Petrobras, PNAB Aldir Blanc. Na Ópera “O viajante das Lendas Amazônicas”; projeto desenvolvido com crianças e adolescentes do Instituto cultural Vale em parceria com a Fundação Amazônica de Musica do Pará; esse projeto, percorreu por três anos os principais teatros do Brasil. Na música popular, desenvolveu projetos para D. Onete, Mestres do Chorinho, e outros celebrados artistas paraenses selecionados também em diversas leis de incentivo.
A sua jornada profissional, inclui residências, cursos livres e laboratórios artísticos, em Belém; pesquisas autônomas ou coexistentes a projetos, em SP no CPT-SESC (laboratório artístico- VAGAMUNDOS) e SESC pinheiros com o Projeto Artístico- pedagógico, AMAZÔNIAS – ver a mata que te vê [Um manifesto poético] orientado pela diretora da Cia Balagan Maria Thais Santos; no Rio de Janeiro na Escola do Parque Lage, com o curso “AO SENTIR O CHEIRO DA FLORESTA” desenvolvido pela artista e Educadora Mariana Manhães. O destaque nessas experiências imersivas é a procura por encontrar o pensamento cosmológico e a inteligência ambiental; o nós e a ecologia; o Nós – e a cultura afro indígena e afro cabocla. Nessas buscas, procura fundamentar perspectivas para gerar outras formulações na criação de luz e com isso dinamizar o espaço – luz; com distâncias e aproximações, desvios e rebatimentos- utilizando os princípios da física óptica.
Patrícia relaciona seu movimento de pesquisa na luz, por atos que historicamente lhe foram transmitidos, em meados da décadas de 70 e 80, quando Grupos, artistas, técnicos e produtores, exerceram fortes pressões para que houvessem incentivos às produções teatrais e espaços para que os grupos pudessem realizar suas apresentações e também desenvolvessem suas pesquisas. Em 1999 em sua iniciação teatral o encontro com alguns destes artistas, que atuam como encenadores, educadores e técnicos na ETDUFPA, influenciaram e expandiram essas condutas para as práticas teatrais; inserindo como práticas artísticas-pedagógicas. Entre estas praticas o questionamento de convenções teatrais, as relações entre publico e platéia e a ressignificação com os elementos cênicos. Isso tudo é narrado apaixonadamente na tese de doutorado: “O Teatro ao Alcance do Tato” pela encenadora, mestra, atriz e doutora Wlad Lima e “Memória , Teatro e Perfomance” da pesquisadora e artista Karine Jansen, ambas pertencentes destes grupos que atuaram nas lutas por politicas culturais em Belém.
Como consequência de todos estes estímulos e inspiração,Patrícia traz a “Trilogia da Escuridão”. Parceria que desenvolvo com a artista perfomer Michele Campos de Miranda. São três atos poéticos criados desde o ano 2012 até o ano passado, 2025. Os atos poéticos: 1: RITOS – 2013- remontamos ano passado- 2025 e renomeamos para URUTAU-VERDE-CINZA-MATA. Ato 2: PARA VOCÊ QUE NÃO SEI ONDE ESTÁ, MAS SEI QUEM É – 2014. E ato 3: ÁRVORE DE MIM – 2018.